Catalogação Terceirizada

Na foto a supervisora Vivian com a equipe de catalogação terceirizada da Espaço Conhecimento e Cultura: Cristiane, Sara, Mychelly e Thatiana.

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Cláudia Araújo Martins*  – Diretora do Serviço Técnico de Biblioteca
e Documentação do câmpus da Unesp de São José do Rio Preto

Em bibliotecas, um livro não catalogado é um livro inexistente, um conhecimento que deixa de ser acessado e desenvolvido. Catalogar é uma ação que envolve habilidades específicas e instrumentos universais de padronização. Para que o livro chegue à estante e esteja disponível nos catálogos eletrônicos, as etapas de processamento técnico mobilizam uma equipe de seis pessoas e levam, no mínimo, três dias. Só no último ano a Biblioteca do Ibilce incorporou ao acervo 4.125 obras.

Apesar de ser realizada de forma incansável, existe uma demanda reprimida de catalogação de milhares de exemplares, acumulados nos últimos anos, em decorrência do recebimento das coleções dos professores Ermínio Rodrigues e Alfredo Buzaid e da ampliação dos programas de aquisição de obras: o “FAPLIVROS”, da FAPESP, e o “Aquisição de Didáticos”, da Unesp. Houve ainda, nesse período, o incremento da pesquisa no Instituto, que levou à ampliação da quantidade de obras compradas através  da reserva técnica de projetos, e que adquirem caráter de urgência para catalogação, em razão da prestação de contas à FAPESP.

Além disso, existem os livros que já estão nas estantes, mas que não figuram nos catálogos eletrônicos Athena e Parthenon, obras adquiridas antes da informatização da Biblioteca. As obras mais procuradas foram catalogadas e os livros restantes passaram a ser catalogados conjuntamente com novas aquisições. Para solucionar esse problema, realidade em diversas bibliotecas da rede, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da Unesp contratou uma empresa especializada para realizar catalogação terceirizada em 11 câmpus. Em nossa unidade, o serviço iniciado recentemente, será coordenado pela supervisora da Seção de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI), a bibliotecária Vívian Letícia Duarte Parisi e estima catalogar 37.072 obras. Quando pensamos no volume de obras que serão manipuladas e no empenho de nossa equipe para auxiliar a empresa nos próximos meses, sentimos grande expectativa. Mas o que nos move é saber que ao final do contrato, esse problema histórico terá sido resolvido, e que, de alguma forma, fizemos parte disso.

O brilho nos olhos fica por conta da possibilidade de tornar visível parte do nosso acervo registrado apenas em fichas impressas, e da chance de incorporar obras de altíssima relevância para as pesquisas do Instituto. Registramos ainda nosso agradecimento à Flávia Maria Bastos, coordenadora da CGB, que viabilizou a concretização de um projeto tão audacioso e que tanto beneficiará a comunidade unespiana. Ganham as bibliotecas, ganham seus usuários, ganha a Ciência.

* membro do Grupo de Competência Informacional da Rede de Bibliotecas da Unesp. Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Estadual Paulista – Júlio de Mesquita Filho e Mestrado em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)

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