Arquivo

Archive for the ‘Ativos Intangíveis’ Category

Memória: arquivos da alma

Memória são arquivos da alma,

nela imagens ficam gravadas

junto com sentimentos

 

Patrimônio Cultural na Economia Criativa

Patrimônio Cultural Imaterial

Junto com esta equipe de primeira, Beatriz Azevedo Castro ministrará o curso Patrimônio Cultural Imaterial
dia 01 de setembro das 14 as 17 horas no Conjunto Nacional

Como a memória pode ajudar na integração

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Todos nós já vivenciamos em nosso ambiente de trabalho, a chegada de um novo membro à equipe que, apesar de trazer alívio para as atividades acumuladas, gera também uma certa tensão no grupo que terá de modificar seus hábitos para se adaptar a ele.

Esse novo funcionário terá de ser apresentado aos membros do grupo, à história da empresa, aos projetos em andamento, conhecer o espaço físico, entre outras coisas, pois tudo será novo para ele.

Se a empresa, no entanto, possuir um Centro de Memória digital, com a documentação histórica organizada e disponível, estara à sua disposição um rico material de pesquisa sobre a importância da empresa e de seu segmento no país. No Acervo da Memória encontra-se registros sobre a visão, missão, filosofia, entrevista com antigos funcionários, projetos realizados, campanhas publicitárias, entre outros. Esse conteúdo fornece subsídio aos departamentos de comunicação e marketing para produções de ações de integração e conhecimento da história a esse novo membro e auxiliar a entender o seu lugar na empresa, a posição de seu trabalho na engrenagem geral e despertar o sentimento de pertença a comunidade na qual está inserido.

 

Memória Empresarial, construção da empresa e crescimento do país

Semana passada a rede Globo iniciou seu noticiário de maior audiência dizendo: vamos começar com uma boa notícia!

Também lemos em algumas revistas de renome do país que as pessoas estão conscientes da dificuldade que o país está passando, mas não deixam de fazer a sua parte.

É fácil? Não, ninguém disse isso. Foi dito que a grande maioria do povo brasileiro continua, diariamente, se empenhando pela empresa que escolheu, aplicando ali seus conhecimentos.

Crises? Problemas? Sempre existirão. O importante é acreditar que podemos fazer algo para sair de uma situação ruim e começarmos a ter uma conduta que nos leve a prosperar.

Neste momento, acreditamos na importância do reconhecimento pelas empresas, daqueles que estão se dedicando, se esforçando para que ela continue a crescer, inovar, investir, ser reconhecida e premiada, levando seus colaboradores a se sentirem participantes da construção de sua história e motivados a continuar se empenhando por este país.

O registro das realizações de uma empresa se tornarão um referencial para as próximas gerações e não deixarão esquecidos os que por ela se esforçaram.

Esta a função principal da Memória Empresarial, uma ação ainda pouco usual em nosso país, mas um procedimento cada vez mais necessário.

Pense nisso!

Nossas Origens e Nossas Criações

Interessante pensarmos que  sempre que falamos em culinária, nossa memória nos remete a cozinha com base em referências de determinado local ou pessoa. O mesmo se dá com a moda e outras áreas do conhecimento.

No entanto, nas empresas, quase nunca se ouve dizer da elaboração de um projeto baseado em referências passadas.

Hoje, o mercado de trabalho tem exigido outras habilidades para lidar com situações adversas e, nesta linha de pensamento, ressalta a reportagem da Vida Simples de março de 2015 que ‘acolher as nossas origens ajuda a compreender quem somos e a lidar com as dificuldades de um jeito mais leve’.

Mas onde estão os referenciais da origem de uma empresa? Onde encontrar bagagem para criar materiais que utilizem e transmitam sua cultura e seus valores?

Em uma gaveta, um arquivo ou na memória de alguém.

E se isso se perder?

Restará à MEMÓRIA EMPRESARIAL mostrar por muitos ângulos e olhares seus valores, possibilitando à seus colaboradores melhor compreendê-la e criar novos produtos e serviços, embasados nestes referenciais.

Livro Gestão do Conhecimento – Memória do dia do lançamento

Foi muito bom receber os amigos no lançamento do livro Gestão do Conhecimento, no qual eu escrevi sobre: Autoconhecimento na Memória Corporativa.Livro co-autoria Beatriz Azevedo Castro

Catalogação Terceirizada

Na foto a supervisora Vivian com a equipe de catalogação terceirizada da Espaço Conhecimento e Cultura: Cristiane, Sara, Mychelly e Thatiana.

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Cláudia Araújo Martins*  – Diretora do Serviço Técnico de Biblioteca
e Documentação do câmpus da Unesp de São José do Rio Preto

Em bibliotecas, um livro não catalogado é um livro inexistente, um conhecimento que deixa de ser acessado e desenvolvido. Catalogar é uma ação que envolve habilidades específicas e instrumentos universais de padronização. Para que o livro chegue à estante e esteja disponível nos catálogos eletrônicos, as etapas de processamento técnico mobilizam uma equipe de seis pessoas e levam, no mínimo, três dias. Só no último ano a Biblioteca do Ibilce incorporou ao acervo 4.125 obras.

Apesar de ser realizada de forma incansável, existe uma demanda reprimida de catalogação de milhares de exemplares, acumulados nos últimos anos, em decorrência do recebimento das coleções dos professores Ermínio Rodrigues e Alfredo Buzaid e da ampliação dos programas de aquisição de obras: o “FAPLIVROS”, da FAPESP, e o “Aquisição de Didáticos”, da Unesp. Houve ainda, nesse período, o incremento da pesquisa no Instituto, que levou à ampliação da quantidade de obras compradas através  da reserva técnica de projetos, e que adquirem caráter de urgência para catalogação, em razão da prestação de contas à FAPESP.

Além disso, existem os livros que já estão nas estantes, mas que não figuram nos catálogos eletrônicos Athena e Parthenon, obras adquiridas antes da informatização da Biblioteca. As obras mais procuradas foram catalogadas e os livros restantes passaram a ser catalogados conjuntamente com novas aquisições. Para solucionar esse problema, realidade em diversas bibliotecas da rede, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da Unesp contratou uma empresa especializada para realizar catalogação terceirizada em 11 câmpus. Em nossa unidade, o serviço iniciado recentemente, será coordenado pela supervisora da Seção de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI), a bibliotecária Vívian Letícia Duarte Parisi e estima catalogar 37.072 obras. Quando pensamos no volume de obras que serão manipuladas e no empenho de nossa equipe para auxiliar a empresa nos próximos meses, sentimos grande expectativa. Mas o que nos move é saber que ao final do contrato, esse problema histórico terá sido resolvido, e que, de alguma forma, fizemos parte disso.

O brilho nos olhos fica por conta da possibilidade de tornar visível parte do nosso acervo registrado apenas em fichas impressas, e da chance de incorporar obras de altíssima relevância para as pesquisas do Instituto. Registramos ainda nosso agradecimento à Flávia Maria Bastos, coordenadora da CGB, que viabilizou a concretização de um projeto tão audacioso e que tanto beneficiará a comunidade unespiana. Ganham as bibliotecas, ganham seus usuários, ganha a Ciência.

* membro do Grupo de Competência Informacional da Rede de Bibliotecas da Unesp. Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Estadual Paulista – Júlio de Mesquita Filho e Mestrado em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)