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Archive for the ‘Gestão Documental’ Category

Catalogação Terceirizada: obras raras e diversas línguas

Nas fotos a Equipe da Espaço Conhecimento e Cultura que atuou no Projeto de Catalogação Terceirizada na UNESP, campus de Araraquara.

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Foram catalogadas 45.708 obras no período de março a dezembro de 2014, mantendo todos os registros dentro dos padrões estipulados pelo grupo da Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB). Número este que, de acordo com a equipe local, fez grande diferença para melhoria e crescimento do fluxo informacional nos catálogos online Athena e Parthenon da Universidade.

Neste período, foram diversos os tipos de materiais, em sua maioria obras de coleções especiais, como a do pensador sociólogo Coleção Octavio Ianni, doada à Universidade após seu falecimento e que abrange seus materiais de estudo e as anotações pessoais elaboradas durante toda sua carreira. Também foram catalogadas: a Coleção da Sala de Estudos Clássicos com obras em latim e grego, doada pelos familiares da professora Gilda Reale Starzynski, que dedicou sua vida aos estudos da Língua, Literatura e História Grega; a Coleção Augusto Frederico Schmidt, poeta, editor e político, cujo acervo abriga várias obras em primeira edição e livros com dedicatórias de grandes personalidades da época, entre outras coleções e obras publicadas anteriormente ao ano de 1900, designadas Obras Raras.

A catalogação destas obras exige atenção aos detalhes, pois as informações de editora, local, edição e ano de publicação, são apresentadas de formas diferentes. Quanto mais antiga a obra, mais particularidades.

Em sua maioria, exemplares únicos, não mais encontradas hoje em dia, sem descrição bibliográfica e elementos pré-textuais como a página de rosto, nossa equipe em parceria com as bibliotecárias Ana Paula Meneses, Milena Rodrigues, Carolina Lourenço, Lílian Francisco, Aline Matias e outros membros da Unidade, criaram regras específicas para estas catalogações.

Trabalhar com Obra Rara é enriquecedor para o bibliotecário. Realizar o tratamento técnico destas obras permite conhecer um pouco da história de cada livro, autor, dialeto, país e sua época, resultando em uma maior compreensão do tratamento especial que estas obras requerem, não somente de preservação, mas também para serem transformadas de obra artística/colecionável – muitas vezes apenas para admiração – em obras vivas no acervo, ao torná-las disponíveis para consulta do público usuário e enriquecendo sobremaneira o acervo.

Como esta Unidade da Unesp oferece graduação em Letras, seu acervo tem grande diversidade de idiomas. Trabalhar com obras em diferentes línguas requer cuidado especial no processo de descrição. Nossa equipe, além de português, trabalhou com obras em francês, italiano, espanhol, inglês, grego, russo, alemão, dinamarquês, latim e hebraico.

Como a memória pode ajudar na integração

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Todos nós já vivenciamos em nosso ambiente de trabalho, a chegada de um novo membro à equipe que, apesar de trazer alívio para as atividades acumuladas, gera também uma certa tensão no grupo que terá de modificar seus hábitos para se adaptar a ele.

Esse novo funcionário terá de ser apresentado aos membros do grupo, à história da empresa, aos projetos em andamento, conhecer o espaço físico, entre outras coisas, pois tudo será novo para ele.

Se a empresa, no entanto, possuir um Centro de Memória digital, com a documentação histórica organizada e disponível, estara à sua disposição um rico material de pesquisa sobre a importância da empresa e de seu segmento no país. No Acervo da Memória encontra-se registros sobre a visão, missão, filosofia, entrevista com antigos funcionários, projetos realizados, campanhas publicitárias, entre outros. Esse conteúdo fornece subsídio aos departamentos de comunicação e marketing para produções de ações de integração e conhecimento da história a esse novo membro e auxiliar a entender o seu lugar na empresa, a posição de seu trabalho na engrenagem geral e despertar o sentimento de pertença a comunidade na qual está inserido.

 

Memória Empresarial, construção da empresa e crescimento do país

Semana passada a rede Globo iniciou seu noticiário de maior audiência dizendo: vamos começar com uma boa notícia!

Também lemos em algumas revistas de renome do país que as pessoas estão conscientes da dificuldade que o país está passando, mas não deixam de fazer a sua parte.

É fácil? Não, ninguém disse isso. Foi dito que a grande maioria do povo brasileiro continua, diariamente, se empenhando pela empresa que escolheu, aplicando ali seus conhecimentos.

Crises? Problemas? Sempre existirão. O importante é acreditar que podemos fazer algo para sair de uma situação ruim e começarmos a ter uma conduta que nos leve a prosperar.

Neste momento, acreditamos na importância do reconhecimento pelas empresas, daqueles que estão se dedicando, se esforçando para que ela continue a crescer, inovar, investir, ser reconhecida e premiada, levando seus colaboradores a se sentirem participantes da construção de sua história e motivados a continuar se empenhando por este país.

O registro das realizações de uma empresa se tornarão um referencial para as próximas gerações e não deixarão esquecidos os que por ela se esforçaram.

Esta a função principal da Memória Empresarial, uma ação ainda pouco usual em nosso país, mas um procedimento cada vez mais necessário.

Pense nisso!

Nossas Origens e Nossas Criações

Interessante pensarmos que  sempre que falamos em culinária, nossa memória nos remete a cozinha com base em referências de determinado local ou pessoa. O mesmo se dá com a moda e outras áreas do conhecimento.

No entanto, nas empresas, quase nunca se ouve dizer da elaboração de um projeto baseado em referências passadas.

Hoje, o mercado de trabalho tem exigido outras habilidades para lidar com situações adversas e, nesta linha de pensamento, ressalta a reportagem da Vida Simples de março de 2015 que ‘acolher as nossas origens ajuda a compreender quem somos e a lidar com as dificuldades de um jeito mais leve’.

Mas onde estão os referenciais da origem de uma empresa? Onde encontrar bagagem para criar materiais que utilizem e transmitam sua cultura e seus valores?

Em uma gaveta, um arquivo ou na memória de alguém.

E se isso se perder?

Restará à MEMÓRIA EMPRESARIAL mostrar por muitos ângulos e olhares seus valores, possibilitando à seus colaboradores melhor compreendê-la e criar novos produtos e serviços, embasados nestes referenciais.

Livro Gestão do Conhecimento – Memória do dia do lançamento

Foi muito bom receber os amigos no lançamento do livro Gestão do Conhecimento, no qual eu escrevi sobre: Autoconhecimento na Memória Corporativa.Livro co-autoria Beatriz Azevedo Castro

Que mais de 2015 luzes iluminem seus caminhos no Novo Ano!

dezembro 30, 2014 1 comentário

Natal e Anovo: momentos de reflexão

Catalogação Terceirizada

Na foto a supervisora Vivian com a equipe de catalogação terceirizada da Espaço Conhecimento e Cultura: Cristiane, Sara, Mychelly e Thatiana.

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Cláudia Araújo Martins*  – Diretora do Serviço Técnico de Biblioteca
e Documentação do câmpus da Unesp de São José do Rio Preto

Em bibliotecas, um livro não catalogado é um livro inexistente, um conhecimento que deixa de ser acessado e desenvolvido. Catalogar é uma ação que envolve habilidades específicas e instrumentos universais de padronização. Para que o livro chegue à estante e esteja disponível nos catálogos eletrônicos, as etapas de processamento técnico mobilizam uma equipe de seis pessoas e levam, no mínimo, três dias. Só no último ano a Biblioteca do Ibilce incorporou ao acervo 4.125 obras.

Apesar de ser realizada de forma incansável, existe uma demanda reprimida de catalogação de milhares de exemplares, acumulados nos últimos anos, em decorrência do recebimento das coleções dos professores Ermínio Rodrigues e Alfredo Buzaid e da ampliação dos programas de aquisição de obras: o “FAPLIVROS”, da FAPESP, e o “Aquisição de Didáticos”, da Unesp. Houve ainda, nesse período, o incremento da pesquisa no Instituto, que levou à ampliação da quantidade de obras compradas através  da reserva técnica de projetos, e que adquirem caráter de urgência para catalogação, em razão da prestação de contas à FAPESP.

Além disso, existem os livros que já estão nas estantes, mas que não figuram nos catálogos eletrônicos Athena e Parthenon, obras adquiridas antes da informatização da Biblioteca. As obras mais procuradas foram catalogadas e os livros restantes passaram a ser catalogados conjuntamente com novas aquisições. Para solucionar esse problema, realidade em diversas bibliotecas da rede, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da Unesp contratou uma empresa especializada para realizar catalogação terceirizada em 11 câmpus. Em nossa unidade, o serviço iniciado recentemente, será coordenado pela supervisora da Seção de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI), a bibliotecária Vívian Letícia Duarte Parisi e estima catalogar 37.072 obras. Quando pensamos no volume de obras que serão manipuladas e no empenho de nossa equipe para auxiliar a empresa nos próximos meses, sentimos grande expectativa. Mas o que nos move é saber que ao final do contrato, esse problema histórico terá sido resolvido, e que, de alguma forma, fizemos parte disso.

O brilho nos olhos fica por conta da possibilidade de tornar visível parte do nosso acervo registrado apenas em fichas impressas, e da chance de incorporar obras de altíssima relevância para as pesquisas do Instituto. Registramos ainda nosso agradecimento à Flávia Maria Bastos, coordenadora da CGB, que viabilizou a concretização de um projeto tão audacioso e que tanto beneficiará a comunidade unespiana. Ganham as bibliotecas, ganham seus usuários, ganha a Ciência.

* membro do Grupo de Competência Informacional da Rede de Bibliotecas da Unesp. Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Estadual Paulista – Júlio de Mesquita Filho e Mestrado em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)