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Posts Tagged ‘Conhecimento’

Que mais de 2015 luzes iluminem seus caminhos no Novo Ano!

dezembro 30, 2014 1 comentário

Natal e Anovo: momentos de reflexão

Centro de Memória e seus Processos

CentroMemoria_Processos
Centro de Memória – processos para armazenar e disponibilizar informações relevantes da empresa

MEMÓRIA CORPORATIVA E ACERVO

O Acervo é a Memória do negócio, possibilita explorar e conhecer as evidências de atividades sócio-econômicas que são esquecidas quando as pessoas saem da empresa ou mudam de setor, mais rotineiramente, ele proporciona uma fonte inigualável de informações gerenciais.

O grande benefício do Acervo de Memória é que ele pode ser usado de muitas maneiras para apoiar o negócio: histórias das marcas e produtos, idéias inovadoras para o desenvolvimento de negócios, tecnologias, relações públicas, exposições em ponto de venda, prova legal: contra litígios, infração à marca ou difamação, sucessos e fracassos, responsabilidade social, e sensibilização a diferentes públicos.

A exposição à Memória Corporativa mostra que a empresa já resistiu à incertezas políticas e econômicas, as mudanças tecnológicas e organizacionais e de crescimento e recessão.

SERVIÇO DE ALERTA / DSI – Disseminação Seletiva da Informação

novembro 11, 2011 3 comentários

Antonio Eduardo de Souza Gomes *

Há muito tempo já se discute nas áreas da Tecnologia da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia, maneiras de como a informação, seja virtual ou impressa é recuperada, organizada e disseminada. Os serviços oferecidos nessas áreas são de grande importância, pois são realizados por especialistas para garantir que se chegue a informação ao seu usuário final de forma relevante e em tempo hábil. Isso é válido ainda mais nos dias de hoje com o advento das novas tecnologias que disponibilizam, até muitas vezes de forma aleatória e difusa, conteúdos da literatura mundial.

Em muitos casos o usuário não recebe as informações de que realmente necessita ou quando recebe não há um acompanhamento sobre o andamento de sua área. Ou seja, a pesquisa é realizada e dada como completa, e ao fechar o seu ciclo ignora, por vezes, outros aspectos que poderia agregar ao seu conhecimento.

Aproveito para afirmar que é de total escolha do usuário querer se atualizar em sua área de acordo com seu perfil, mas também é de inteira responsabilidade do especialista em atentar sobre essa necessidade informacional. E que no caso da Biblioteconomia, o serviço prestado é chamado de Disseminação Seletiva da Informação – DSI.

Esse serviço é comum em bibliotecas de grande porte, no caso de Bibliotecas de grandes corporações e de Centros de Pesquisas – onde o serviço tem grande aceitação por parte dos pesquisadores. É oferecido quando existe demanda por parte do usuário que necessita de um monitoramento de sua área de atuação. Por exemplo, um Engenheiro de Petróleo precisa receber constantemente informações sobre perfurações e escoamento em algum local remoto do planeta e demais pesquisas de sua área de atuação.

O usuário que solicita o DSI deve informar em seu perfil profissional – no caso em um formulário impresso ou online – quais tipos de suportes informacionais quer receber (artigos, teses, e-books etc), em quais linguagens, qual a periodicidade para o envio das informações, a quantidade, as palavras-chave, e, se conhecer, as fontes especializadas. Esses dados são de grande utilidade para o êxito do serviço, pois o Bibliotecário responsável irá utilizá-los para garantir a pertinência e qualidade do resultado das buscas. Lembrando que o contato Usuário x Bibliotecário, seja via e-mail, por telefone ou pessoalmente é de extrema importância enquanto o serviço estiver sendo realizado.

Quem decide o término do serviço é o usuário. Isso não é definido antes do contato. Normalmente ocorre quando o próprio muda de atividade ou quando informa que o que já recebeu é suficiente, por exemplo.

O DSI, como um dos serviços de referência oferecidos em uma Biblioteca dá maior destaque e interação ao relacionamento entre Bibliotecário e o Usuário, pois nele o profissional conhece melhor as necessidades de sua clientela e aperfeiçoa sua tática na busca de informação em diversas fontes (impressa ou online).

* Bibliotecário da Espaço Conhecimento, projeto Petrobras

DSI – dúvidas de como montar? Procure a Espaço Conhecimento

O re-conhecimento do conhecimento registrado

Como identificar um bem intangível? Vindo do latim tangere ou do grego tango que significa tocar, o termo intangível traz para a definição de ‘bem intangível’ o significado de algo que não pode ser tocado porque não possui corpo físico.

Em resposta à importância desse fator para a contabilidade brasileira, o artigo 178, da Lei de Sociedades Anônimas declara serem estes bens, mesmo sem existência física, uma aplicação de capital indispensável aos objetivos da empresa. Reforça esta declaração a aprovação do CPC 04 aplicado à contabilização de ativos intangíveis.

Diferentemente de ativos financeiros, físicos e humanos que são limitados porque seu uso leva a escassez, os ativos intangíveis, utilizados simultânea e repetitivamente, ampliam sua utilidade, já que compartilhar conhecimentos entre funcionários gera novos e importantes conhecimentos para a empresa.

Nesse contexto, a Memória Corporativa atua como ferramenta para a guarda e compartilhamento dos intangíveis institucionais, atuando como background para que esses intangíveis, que sustentam os objetivos estratégicos, sejam identificados e evidenciados.

Muitos conhecimentos fornecem subsídios para que inovações sejam desenvolvidas, mas dificilmente esses conhecimentos, as informações estratégicas e as expertises envolvidas são registradas. Constituir essa memória corporativa agrega valor não apenas para a empresa, mas também para cada colaborador.

Se a memória individual falhar… use a memória corporativa

A organização como uma união de esforços em torno de metas e objetivos definidos e explicitados, precisa da socialização contínua do conhecimento para os funcionários internalizarem os novos significados, numa atitude de substituição ao controle coercitivo pelo controle via cultura organizacional.

 Um executivo, em geral, que descreve seu trabalho cotidiano como uma série ações como tomada de decisão, planejamento, coordenação e gestão dos mais variados temas, em geral não participa desta socialização.

Ele tem foco no resultado final e planeja para a organização seguir suas instruções, sem considerar que a socialização de seu planejamento não abrange os gaps da implementação. Isto é da competência gerencial, que recebe instruções para agir e mostrar resultado, não corrigir possíveis falhas de processo.

Então, a quem compete corrigir estas falhas e divulgar a correção para que ela não ocorra novamente? Onde registrar esta correção? Deixar só na memória? E se esta memória falhar?

Bem, se a memória individual falhar … só se tiver a memória corporativa para não perder este conhecimento acumulado.

Espaço e Conhecimento…

Um pouco sobre o conceito de Espaço:

Michael de Certeau, ao caracterizar a distinção entre espaço e lugar assinala para o fato de que no lugar o que impera é a lei do próprio.

Não é possível, por exemplo, dois corpos ocuparem, ao mesmo tempo, o mesmo lugar.

Cada elemento se situa no seu lugar próprio e distinto, e isto o define indicando estabilidade.

Já o espaço existe sempre que se consideram as variáveis de direção, de velocidade e de tempo, bem como de todas as alternâncias e inconstâncias a que estas categorias estão sujeitas: “o espaço é um cruzamento de móveis”.

 Diferentemente de um lugar, o espaço não carrega uma homogeneidade nem tão pouco a estabilidade de um próprio.

 “O espaço é um lugar praticado”

Portanto, o Espaço é o local propício ao compartilhamento e criação de Conhecimento…